Dirk Nowitzki jogou 21 temporadas na NBA. Ele fez isso defendendo apenas um time: o Dallas Mavericks.
Em mais de duas décadas no campeonato, foi campeão apenas uma vez.
Em alguns anos, estive em um time medíocre que nem chegou aos playoffs.
Nowitzki ganhou muito dinheiro em Dallas. Seus salários totalizaram exatamente, em 21 anos, US$ 255.371.801, ou R$ 1,379 bilhão.
Mas ele poderia ter ganhado ainda mais.
Na NBA, os times não podem gastar o que querem. Existe um teto salarial.
Para ter melhores companheiros de equipe, Nowitzki abriu mão de cerca de US$ 100 milhões, que Dallas usou para contratar outros atletas.
A história do alemão é uma das mais belas do esporte. E parece cada vez mais impossível de acontecer no futebol brasileiro.
Nowitzki era leal a Dallas. Assim como o time foi com ele, não o trocando pela primeira oferta depois que seu auge passou.
No Brasil, uma história que também poderia ter um lindo final feliz caminha para uma triste ruptura.
É quase impossível acreditar que a relação entre Hulk e Atlético-MG acabe bem depois do ocorrido nesta terça-feira, quando o atacante foi às redes sociais para dizer que ficará até o fim do contrato, mas criticando o comportamento do clube.
Há falta de transparência de ambos os lados na ruptura.
O chamado “projeto esportivo”, dinheiro, tempo de contrato, aposentadoria antecipada. Nada está claro nesta relação.
Hulk tem todo o direito de jogar onde quiser. Ganhar mais ou preferir um time que dispute competições maiores e com melhores companheiros, como o Fluminense em 2026.
O Atlético-MG também tem o direito de exigir multa rescisória caso o atacante decida sair antes do término do contrato.
O futebol, lamento dizer, tornou-se um grande negócio. É uma pena que não haja um Nowitzki em Dallas que, pelo menos uma vez, nos faça acreditar na lealdade eterna.
