Júlio Casares, presidente do São Paulo, descartou que renunciará ao cargo em meio a investigações sobre um suposto recebimento de R$ 1,5 milhão em depósitos em dinheiro em sua conta corrente entre janeiro de 2023 e maio de 2025. As informações sobre a denúncia foram publicadas pelo Uol nesta terça-feira (6).
Os documentos indicam que a conta foi usada, sistematicamente, para cobrir despesas de sua ex-mulher e diretora licenciada de São Paulo, Mara Casares.
Ainda segundo a reportagem, na opinião de Casares, uma demissão neste momento seria como confessar o crime cometido. Por conta disso, o mandatário nem se afastará das atividades e continuará liderando o clube para enfrentar as acusações que tem recebido.
A notícia chegou a ser repassada por Casares a aliados do clube. Ainda na opinião do grupo que apoia o presidente em São Paulo, o líder tem a possibilidade de se defender das acusações ao lado de sua equipe jurídica.
Além disso, Mara Casares, ex-mulher do presidente do São Paulo, se afastou das atividades e, nos últimos dias, protocolou em cartório um documento que isenta o atual presidente da história do clube.
Após a divulgação da investigação, o presidente do São Paulo divulgou comunicado à imprensa por meio de seus advogados.
“Os advogados Daniel Bialski e Bruno Borragine, que representam a defesa particular de Júlio Casares, afirmam que todas as movimentações financeiras de Júlio, constantes dos relatórios do COAF, têm origem legal e legítima, com suporte compatível com a evolução de sua capacidade financeira.
“Cabe esclarecer que antes de assumir a presidência do São Paulo Futebol Clube, nosso constituinte exerceu e exerceu funções de alta administração no setor privado, com boa remuneração.
Além disso, a origem e os fundamentos de tais movimentos serão detalhados e esclarecidos durante as investigações – com a apresentação de provas, declarações e informações fiscais – justamente para refutar qualquer conclusão feita e, ainda mais porque não tiveram acesso à totalidade do inquérito policial”.
